Henrique Meirelles
Henrique Meirelles

@meirelles

6 Tweets 2 reads Oct 21, 2022
Ao propor uma reformulação do teto de gastos alterando a forma de corrigir o salário mínimo e os benefícios previdenciários, o plano fiscal do atual governo para um próximo mandato joga nas costas da população a conta pelas medidas eleitoreiras deste ano.
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Hoje, salário mínimo e benefícios previdenciários são corrigidos pela inflação do ano anterior, usando o INPC como base. Assim, o poder de compra perdido com a alta dos preços no período é reposto.
A ideia do plano negociado pelo atual governo é fazer esses reajustes não com base na inflação do ano anterior, mas na meta da inflação. Se o governo não cumprir a meta, a correção ficará abaixo da inflação.
Ou seja: perda do poder de compra do salário mínimo, dos benefícios previdenciários e do seguro-desemprego.
Para o governo, isso permitiria acomodar os R$ 100 bilhões adicionais de gastos criados em meio ao esforço eleitoral que estão fora do Orçamento. E criaria um "freio" no crescimento das despesas atreladas ao salário mínimo.
A população mais pobre receberia menos para pagar pelas medidas eleitoreiras.

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