A Lava Jato do Peru seguiu exatamente o mesmo modus operandi da nossa, com manipulação de versões, ameaças e coerção para produzir delações e a demonização completa da classe política. Tudo isso com intervenção direta do Departamento de Justiça dos EUA, desde 2016.
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O país hoje é ingovernável. O Peru teve 7 presidentes em 6 anos. Quatro ex-presidentes do país foram presos e um se suicidou. Nenhum mandato foi integralmente cumprido desde o início da Lava Jato. Todos os presidentes renunciaram ou sofreram impeachment.
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E da mesma forma que ocorreu no Brasil, a Lava Jato peruana conseguiu sequestrar as pautas, atuando em conjunto com a imprensa para promover o ambiente de instabilidade e destruição da estrutura produtiva.
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Antes da Lava Jato, o Peru era o país que mais crescia na região. Chegou a a registrar crescimento médio do PIB de 8% ao ano. A Lava Jato peruana, tal qual a nossa, destruiu a indústria nacional e deixou o país de joelhos.
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O problema é que não se viu no Peru tentativas de reverter os abusos. O país segue refém de seu judiciário e dos promotores com trânsito em Washington. A discussão moralista da corrupção continua se sobrepondo à pauta econômica.
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Se esse quadro de anomia política persistir, o país deve se encaminhar para a ascensão de um regime autoritário, com anuência das forças armadas.
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Esse é o cerne do lava-jatismo. É uma arma política concebida em Washington, com o objetivo deliberado de desestabilizar as nações latino-americanas e fomentar a ascensão de regimes de extrema-direita.
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