Pensar a História
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@historia_pensar

14 Tweets 6 reads Feb 27, 2023
A soprano alemã Diana Damrau canta a "Ária da Rainha da Noite" em uma montagem da ópera "A Flauta Mágica", produzida pela Royal Opera House de Londres.
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Na famosa ária, a Rainha da Noite, totalmente consumida pelo ódio, entrega um punhal para sua filha, Pamina, e ordena à jovem que mate seu rival, Sarastro, o sacerdote do Templo da Sabedoria.
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Composta por Wolfgang Amadeus Mozart, com libreto alemão de Emanuel Schikaneder, "A Flauta Mágica" estreou em um pequeno teatro de Viena em 30 de setembro de 1791. A ópera possui um enredo fantástico, centrado na jornada pela iluminação do príncipe Tamino.
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Fugindo de uma serpente gigante, Tamino adentra em um bosque nos domínios da Rainha da Noite, onde é salvo por três damas da corte. Cativado pela beleza de Pamina, filha da rainha, Tamino é informado que a jovem fora sequestrada por Sarastro.
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A Rainha da Noite promete a mão da filha ao príncipe, caso ele consiga a resgatá-la. Para auxiliá-lo na missão, a soberana o presenteia com uma flauta mágica, capaz de encantar todos os seres que a escutem.
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Acompanhado do homem-pássaro Papageno, Tamino parte para resgatar Pamina. Durante a jornada, entretanto, o príncipe descobre que Sarastro não era o ser perverso que a rainha havia falado e acaba tomando consciência das motivações torpes da monarca.
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Sarastro se revela como um alguém que trabalha em favor da justiça e propõe a Tamino e Papageno que se tornem membros do Templo da Sabedoria. A eles, unem-se Pamina e Papagaena, a companheira por quem Papageno tanto ansiava.
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Tamino e Pamina enfrentam com sucesso os obstáculos necessários à comprovação de virtude e à consagração no Templo da Sabedoria. Vencida, a Rainha da Noite é lançada à Escuridão Eterna, enquanto o coro exalta os iniciados entoando louvores a Ísis e Osíris.
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Concebida em meio aos acontecimentos da Revolução Francesa, "A Flauta Mágica" pode ser compreendida como uma ode ao ideário iluminista, exortando os valores da liberdade, igualdade e fraternidade, celebrando a racionalidade como instrumento para obter a verdadeira justiça.
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O enredo da ópera é repleto de referências à maçonaria, organização a qual pertenciam seus autores. Sarastro simboliza a racionalidade, o triunfo da sabedoria, guiando os homens na busca pela autonomia.
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Em contraste, a Rainha da Noite personifica o Antigo Regime e tudo que era condenado pelo iluminismo: a tirania, o absolutismo, a irracionalidade e a aristocracia.
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Tamino e Pamina representam os iniciados após a sublimação dos desejos mundanos e a busca pela unidade espiritual, em alusão direta aos rituais maçônicos, ao passo que o falastrão Papageno simboliza a trivialidade humana, presa ao mundo material.
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Ostentando cenários exuberantes e valorizando o virtuosismo musical, "A Flauta Mágica" encantou o público desde as primeiras apresentações, convertendo-se em uma das óperas mais célebres da história, exercendo influência sobre a literatura, o cinema e as artes visuais.
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Ária na íntegra no YouTube:
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