Pensar a História
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@historia_pensar

24 Tweets 12 reads Feb 27, 2023
Há 91 anos, em 6 de fevereiro de 1932, nascia Camilo Cienfuegos, comandante da Revolução Cubana. Alcunhado "Comandante do Povo", Camilo se destacou por conduzir a tomada do Quartel de Yaguajay e por ser o 1º líder do Exército Rebelde a adentrar em Havana.
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Natural de Havana, Camilo Cienfuegos era o caçula dos três filhos de Ramón Cienfuegos Flores e Emilia Gorriarán Zavalla, um casal de anarquistas que emigrou para Cuba fugindo da turbulência política na Espanha. Camilo nutria desde cedo o sonho de ser escultor.
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O jovem chegou a se matricular na Escola Nacional de Belas Artes, mas, foi obrigado abandonar os estudos para ajudar no sustento da casa. Seu 1º emprego foi como auxiliar de limpeza. Também executava pequenos serviços de alfaiataria para complementar a renda da família.
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Em 1952, Camilo participou dos protestos contra Fulgencio Batista, que assumira o governo cubano por meio de um golpe militar. No ano seguinte, em busca de oportunidades, partiu para os EUA. Manteve-se no país por dois anos, exercendo funções precárias e mal remuneradas.
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Em Nova York, travou contato com exilados políticos cubanos e escreveu um artigo criticando a ditadura de Batista para o jornal "La Voz de Cuba". Detido pelo Departamento de Imigração em 1955, foi enviado para uma prisão no México e posteriormente deportado para Cuba.
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Na prisão mexicana, Camilo encontrou compatriotas opositores de Batista e foi informado sobre o movimento revolucionário que estava sendo articulado pelos irmãos Castro.
De volta a Havana, Camilo engajou-se cada vez mais na oposição a Batista.
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Em dezembro de 1955, Camilo foi baleado durante uma manifestação organizada no aniversário de morte de Antonio Maceo Grajales, herói da independência cubana. Pouco tempo depois, foi espancado pela polícia e preso enquanto participava de um ato em homenagem a José Martí.
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Fichado pelo Departamento de Repressão às Atividades Comunistas, passou a ser perseguido e teve dificuldades para conseguir emprego. Irresignado com os desmandos do regime de Batista, declararia que "Cuba, custe o que custar, tem que ser livre".
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Em março de 1956, Camilo partiu para os Estados Unidos, onde permaneceu por alguns meses. Em setembro do mesmo ano, estabeleceu-se no México, visando se juntar ao Movimento 26 de Julho e ao exército rebelde que estava sendo organizado pelos irmãos Castro.
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Afável e extrovertido, Camilo logo se tornou amigo de Fidel e começou a treinar com os rebeldes no acampamento de Abasolo, em Tamaulipas. Foi o último combatente integrado ao grupo dos 82 revolucionários que partiriam para Cuba a bordo do iate Granma, em novembro de 1956.
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Os guerrilheiros desembarcaram na província de Oriente no dia 2 de dezembro, sendo atacados logo em seguida. Camilo participou do combate contra as tropas de Batista em Alegra de Pío e se refugiou com os sobreviventes na Serra Maestra.
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Apesar do curto treinamento no México, Camilo demonstrou grande tirocínio estratégico. Foi nomeado tenente já na Batalha de El Uvero e logo depois assumiu o posto de capitão. Incorporado ao destacamento de Che Guevara, exerceu a função de Chefe de Vanguarda na Coluna Nº 4.
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Travou importantes batalhas, obtendo sucesso em Bueycito, El Hombrito e Pino del Agua. Em 1958, Camilo tornou-se o 1º chefe do movimento a avançar com suas tropas para além da Serra Maestra, tomando Llanos del Cauto. Em seguida, venceu os combates em Bayamo e La Estrella.
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A sequência de êxitos contribuiu para que Camilo assumisse o posto de comandante da Coluna Nº. 2. O revolucionário liderou então a tomada de La Plata, Vega de Jibacoa e Las Mercedes.
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Após enfrentar dificuldades em Camagüey, Camilo obteve uma vitória estratégica que lhe renderia o título de herói popular: em 21/12/1958, seus homens cercaram o quartel de Yaguajay, uma das mais importantes instalações militares de Cuba, sob o comando do capitão Abón Lee.
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O conflito durou dez dias e terminou com a rendição incondicional de Lee. A vitória de Camilo na Batalha de Yaguajay representou um golpe decisivo sobre as forças de Batista. Camilo foi também o primeiro comandante da revolução a ingressar em Havana.
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Em 2 de janeiro de 1959, seus combatentes tomaram o Regimento Columbia, símbolo máximo do poder militar de Batista.
Com o triunfo da revolução, Camilo se tornou chefe das forças armadas na província de Havana.
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Pouco tempo depois, foi nomeado por Fidel Castro como Chefe do Estado Maior do Exército Rebelde. Participou ativamente das primeiras decisões do governo revolucionário e coordenou a reorganização da estrutura hierárquica do exército.
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Camilo também criou campanhas de alfabetização para os soldados, organizou a atuação militar no programa de reforma agrária e conduziu iniciativas para desmontar o Estado militarizado legado por Batista, convertendo os quartéis em escolas.
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Apesar de seu status de líder militar, Camilo tinha uma personalidade bastante pacífica e rejeitava ideias de violência ou vingança. Durante a guerra revolucionária, sempre defendeu o tratamento condigno dos prisioneiros.
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Na noite de 28 de outubro de 1959, Camilo retornava de Camagüey para Havana a bordo de um avião Cessna 310 que desapareceu quando sobrevoava o Estreito da Flórida.
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Os corpos de Camilo e dos demais tripulantes do voo jamais foram encontrados, apesar das autoridades cubanas terem coordenado operações de busca ao longo de várias semanas. Camilo tinha 27 anos.
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Camilo tornou-se um mártir da Revolução Cubana, homenageado em inúmeros monumentos espalhados pelo país. Empresta seu nome à Universidade de Matanzas, a uma rede de escolas militares e ao museu dedicado à sua vida instalado no Quartel de Yaguajay.
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E todos os anos, no dia 28 de outubro, os cubanos lançam flores ao mar para exaltar a memória daquele que Che Guevara definiu como "o mais brilhante de todos os guerrilheiros.”
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