"Prezado Senhor,
Foi uma surpresa verificar que resolveu publicar a minha humilde estória, 'O imperador José e a Prostituta', tal como a escrevi, com o acréscimo das três palavras: “Por Anton Kuh” ao final, na revista Querschnitt...
Foi uma surpresa verificar que resolveu publicar a minha humilde estória, 'O imperador José e a Prostituta', tal como a escrevi, com o acréscimo das três palavras: “Por Anton Kuh” ao final, na revista Querschnitt...
...Honra-me sem dúvida o fato de sua escolha ter recaído na minha estorinha, quando toda a literatura mundial desde Homero se encontrava à sua disposição...
...Teria gostado de retribuir na mesma moeda, mas depois de examinar toda a sua obra, não encontrei nada que tivesse vontade de subscrever.
Egon Friedell".
Egon Friedell".
Sem dúvida alguma uma resposta bem humorada à uma situação que tiraria muitos de nós do sério hoje, quando nos achamos donos até mesmo de uma frase.
Eu escrevo generalidades. Já fui acusado de transformar artigos do Wikipédia em fios com texto ao estilo do @BuzzFeedBrasil (queria ter este talento, sem ironia alguma...). E muitas vezes escrevo sobre eventos que estão justamente fazendo aniversário.
Por isto, não me considero dono do evento sobre o qual escrevo, nem das informações que uso, pois os dados estão aí para serem pesquisados mesmo. Mas me surpreende ver o fio que escrevi sobre o Dia da Mentira e o Golpe de 1964 ganhar novos ares em um perfil grande aqui...
E o pior é que concordo e discordo do que Egon Friedell escreveu. Concordo porque acho até lisonjeiro alguém com alcance bem maior que o meu usar meu fio, sendo que existem fontes bem melhores que ele, de base para o próprio material.
Mas não posso dizer o mesmo de não ter achado nada de relevante na obra do que usou meu material. A pessoa escreve bem melhor do que escrevo. E mesmo assim, não tenho a menor vontade de copiar o trabalho dos outros. Minha vaidade me obriga a ser original na minha irrelevância.
Sim, esta é uma fofoca que vou deixar pela metade...
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